Claus von Stauffenberg nasceu de uma tradicional família aristocrática, católica, do sul da Alemanha, em nov./1907, na cidade de Jettingen, estado da Baviera. Ele foi o terceiro de quatro irmãos que incluíam Konrad (1907), seu gêmeo falecido um dia após o nascimento e os também gêmeos Berthold (1905-1944) e Alexander (1905-1964). Seu pai, Alfred (1860-1936), foi o último oficial administrativo para assuntos econômicos do Reino de Württemberg. Sua mãe, Carolina, carregava de família o título de condessa.
Na juventude, Claus e seus irmãos fizeram parte da Associação dos Escoteiros da Alemanha e mais tarde do Movimento da Juventude Alemã. Em abr./1926 Claus ingressou no Exército sendo incorporado à um Regimento de Cavalaria, arma tradicional dos nobres aristocratas. Em jan./1930 foi comissionado 2º Tenente. Estudou armamentos modernos na Academia de Guerra de Berlim-Moabit, mas permaneceu focado em unidades de cavalaria. Em set./1933 casou-se com Nina von Lerchenfeld com quem teria quatro filhos.

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Em nov./1942 os aliados desembarcaram nos territórios franceses da África do Norte a fim de auxiliar as tropas britânicas que, desde o começo de 1941, estavam lutando incansavelmente contra o Afrikakorps do General Erwin Rommel. No começo do ano seguinte Stauffenberg foi promovido à Tenente-coronel e transferido para o Estado Maior da 10ª Divisão Panzer naquele teatro. Em abr./1943 sua divisão, em deslocamento pelas areias do deserto, foi atacada por caças australianos à baixa altitude. Stauffenberg foi seriamente atingido e transferido para o hospital, em Munique. Ali passou três meses em tratamento e ao sair estava inválido para o combate, pois havia perdido o olho esquerdo, parte do braço direito e dois dedos da outra mão. Foi colocado na reserva e mandado para casa. Todo este tempo de convalescença fez com que ele ratificasse sua posição de convicto opositor do regime e se aproximasse ainda mais dos líderes do movimento de resistência.
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Depois de tantas tentativas frustradas no passado, Stauffenberg voluntariou-se para ser a pessoa a deixar a maleta-bomba sob a mesa de mapas da sala de reuniões. Em 11/07/44 esta chance surgiu e tudo fora planejado, entretanto Göring e Himmler não compareceram conforme o previsto e o plano foi abortado. Outra chance veio quatro dias mais tarde e, novamente, teve de ser adiado, pois a conferência de Estado-Maior durou apenas cinco minutos. Os conspiradores ficaram impacientes, pois a oportunidade poderia deixar de existir para sempre e concentraram-se na pessoa de Hitler somente.
No dia 20/07/44 fora marcada nova reunião no quartel-general do Führer na Toca do Lobo (Prússia Oriental). Stauffenberg fora convocado para representar o General Fromm. Deixou a maleta-bomba exatamente conforme o planejamento e escapuliu da sala alegando um telefonema urgente. Alguns minutos depois, quando estava deixando o local de carro, escutou a explosão e, por sua magnitude, concluiu que ninguém havia escapado com vida. Conseguiu driblar a segurança da guarda e pegou um avião direto para Berlim a fim de dar início ao golpe de estado e derrubar o regime nazista.
Tão logo chegou à capital percebeu falta de entusiasmo em seus comparsas: não havia chegado nenhuma notícia que confirmasse a morte de Hitler. Stauffenberg irritou-se e repetiu aquilo que viu (ou sentiu) e disparou ordens para o início das ações militares na capital do Reich (Operação Valquíria). O desmentido não tardou a chegar. O Führer escapara e estava vivo! O superior do Coronel Stauffenberg, General Fromm, depois de ter sido preso, conseguiu livrar-se e mandou prender todos os quatro militares sob suas ordens envolvidos no golpe. A seguir mandou fuzilá-los imediatamente. No mês seguinte o coronel foi expulso do Exército em caráter póstumo.
O feito do Coronel Claus von Stauffenberg não foi em vão. Morreu por uma causa nobre. Tentou acabar com o regime nazista e finalizar a guerra sem a necessidade de mais mortes. O tempo se encarregou de lhe dar o merecido crédito. Hoje ele é reverenciado e possui uma série de homenagens na Alemanha.
Promoções:
01/04/26 Cadete
01/08/28 Aspirante
01/08/29 Subtenente
01/01/30 2º Tenente
01/05/33 1º Tenente
01/01/37 Capitão-de-cavalaria
01/01/41 Major
01/01/43 Tenente-coronel
01/04/44 Coronel
Principais condecorações:
??/??/39 Cruz de Ferro 1939 2ª Classe
31/05/40 Cruz de Ferro 1939 1ª Classe
11/12/42 Cruz da Liberdade 3ª Classe com Espadas (Finlândia)
14/04/43 Insígnia de Ferimento em Ouro
08/05/43 Cruz Germânica em ouro
Obs.: Após sua morte, todas foram revogadas.
Principais posições:
01/08/38 - 30/05/40 Ajudante (IIa) no E-M do Cmdo. da 1ª Divisão Leve, depois 6ª Divisão Panzer
31/05/40 - ??/01/43 E-M do Cmdo. Geral do Exército (Operações)
15/02/43 - 07/04/43 Chefe de Operações (Ia) no E-M do Cmdo. da 10ª Divisão Panzer
01/11/43 - 19/06/44 E-M do Cmdo. Geral do Exército
20/06/44 - 20/07/44 Chefe de E-M do Cmdo. do Exército de Reserva
Exatamente por convivermos com um racismo camuflado (e eu entendo o anti-semitismo como uma forma de racismo) é que devemos estar atentos aos subterfúgios. Desinformação, interesses políticos, alianças de compadrio, pesquisas históricas distorcidas e a mídia têm contribuído para fortalecer a opinião pública, dificultando o exercício da crítica e o respeito às diferenças.
ResponderExcluirPrezado Sylvio Lassance, através dos alunos que buscam conhecimentos, leio atentamente seu Blogspot admirando sua total imparcialidade, descartando tendências e/ou conduzindo para o lado nebulozo de uma nação que sofreu com o genocídeo de seres humanos, tornando-se um paraízo racial. Desde já parabenizo seu trabalho.
Maria Luiza Carneiro, profª USP.
"genocídio"
ExcluirSylvio Lassance, cometi erros ao postar em sei Blogspot,
ResponderExcluir- genocideo - genocídio
- nebulozo - nebuloso
Desconsidere-os, grata, Maria Luiza
Lassance, muito boa a matéria da pesquisa no blog, com o vídeo minha atenção redobrou.
ResponderExcluirEdvaldo