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sábado, 20 de maio de 2017

BERGEN-BELSEN



Localizava-se a sudoeste da cidade de Bergen, onde fica hoje o estado da Baixa Saxônia, na região norte da Alemanha. Concebido originalmente em 1940 para servir como campo de prisioneiros de guerra, foi aos poucos recebendo judeus e prisioneiros soviéticos para servirem de troca de prisioneiros alemães capturados pelo inimigo. O campo precisou ser ampliado para acomodar pelo menos 10 mil pessoas e, no início de 1943, passou a ser administrado pelas SS como campo de concentração. O tratamento dispensado aos internos seguiu a mesma regra dos demais campos nazistas: espancamento, tortura, alimentação insuficiente e de baixa qualidade, trabalho forçado e assassinato. Milhares de judeus, homossexuais, ciganos e prisioneiros de guerra, todos de várias nacionalidades, morreram de inanição e doenças diversas. Com o avanço das tropas soviéticas pelo leste europeu no 1º quadrimestre de 1945, milhares de prisioneiros de outros campos foram para lá transferidos em condições precárias, aumentando, consideravelmente, a população de internos e agravando as já sofríveis chances de sobrevivência. Em decorrência, as mortes ocorriam às centenas por dia. Na tarde de 15/04/1945 os britânicos libertaram o campo com pelo menos 60 mil prisioneiros subnutridos ou doentes, contudo havia 13 mil cadáveres por enterrar. Foram cavadas enormes valas coletivas e pilhas de corpos foram arrastadas por tratores. Os alojamentos foram incinerados devido a infestação de tifo e outras doenças transmissíveis. Infelizmente as mortes ainda ocorreriam a taxas elevadas após a libertação.


Muito embora não se saiba ao certo a quantidade de mortes ocorridas nos campos de concentração, acredita-se que durante a existência do campo de Begen-Belsen houve mais de 50 mil vítimas fatais, mesmo não sendo considerado campo de extermínio em massa, pois nenhuma câmara de gás foi encontrada em suas dependências. Foi neste campo que morreram a adolescente Anne Frank e sua irmã Margot em mar./1945. Vide postagem aqui.

Comandantes:

mar./43-dez./44














Tenente-coronel-SS Adolf Haas (nov./93-mai./45)
Obs.: Morreu na batalha de Berlim.

dez./44-abr./45














Capitão-SS Josef Krämer (nov./06-dez./45)
Obs.: Conhecido como "a besta de Belsen". Julgado, condenado à morte e executado.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

DACHAU


Foi o primeiro campo de prisioneiros aberto na Alemanha na pequena cidade de Dachau, situada 16 Km a noroeste da cidade de Munique, capital do estado da Baviera, na região sul do país. Heinrich Himmler (vide bio aqui), chefe de polícia da cidade, inaugurou o campo em mar./1933, 5 semanas após o início do regime nazista, no local onde existia uma fábrica de munições abandonada. Previsto inicialmente para abrigar 5.000 prisioneiros políticos a fim de restaurar a tranquilidade política na Alemanha. Após 1935 começaram a chegar outros tipos de internos como homossexuais, judeus, testemunhas de Jeová, ciganos, estrangeiros de nações ocupadas e criminosos comuns. Alí receberam tratamento desumano brutal, forçados a trabalho escravo, alimentação insuficiente, espancamento, celas solitárias como punição e, finalmente, a morte. A partir de 1937 o campo se expandiu em sub campos e a capacidade de detentos aumentou consideravelmente. Chegaram milhares de judeus da Áustria e dos Sudetos Tchecos após a anexação destes territórios pela Alemanha nazista bem como as seguidas prisões realizadas na "Noite das Vidraças Quebradas", durante 1938. Dachau tornou-se modelo de administração e organização para os demais campos a serem construídos na Alemanha e fora dela. Após a invasão da Rússia, em jun./1941, milhares de prisioneiros soviéticos foram enviados para o campo e, 5 meses depois, começaram a ser sumariamente eliminados por fuzilamento numa clara violação às convenções internacionais de guerra. Em meados de 1942 a população de internos superava 12.000. Duzentos prisioneiros foram submetidos a experimentos médicos bárbaros que, não raro, os levavam à morte certa. Até o final de abr./1945 continuavam a chegar prisioneiros a Dachau piorando drasticamente as condições de saúde e higiene. Em 29/04/1945 tropas norte-americanas libertaram o campo onde perto de 68 mil internos (1/3 judeus) permaneciam nas instalações do complexo em estado precário de saúde, incapazes de andar. Muitos morreriam nos dias seguintes notadamente de febre tifoide juntando-se as centenas de corpos que por dias jaziam no chão ou em vagões de trem. Pouco antes dos libertadores chegarem os internos remanescentes foram obrigados a deixar as instalações e iniciar uma longa marcha de aproximadamente 40 Km ao sul de Munique. Cerca de 7 mil prisioneiros, bastante enfraquecidos, foram expostos a esta terrível jornada da qual mais de mil ficaram pelo caminho, mortos de frio, exaustão, fome, doenças de todos os tipos ou simplesmente assassinados pelos guardas das SS.


Em 12 anos de existência acredita-se que perto de 206 mil prisioneiros passaram por Dachau e seus sub campos oriundos de mais de trinta países. Destes, cerca de 31.600 mortes foram registradas das mais diversas causas. Muitos prisioneiros ao chegar no campo não foram sequer registrados pela administração, portanto é provável que o número de vítimas fatais tenha sido bem maior. Apesar do campo possuir fornos crematórios e câmaras de gás, não há evidências que tenham sido usados.

Comandantes:

mar./33-jun./33















Coronel-SS Hilmar Wäckerle (nov./99-jul./41)
Obs.: Morto em combate na Rússia.

jun./33-jul./34















Tenente-general-SS Theodor Eicke (out./92-fev./43)
Obs.: Morto após o avião no qual viajava ser derrubado pelo inimigo.



Coronel-senior-SS Alexander Reiner (mar./85-mai./60)
Período: jul./34 - out./34

out./34 - jan./35















Major-general-SS Berthold Maack (mar./98-nov./81)

jan./35 - mar./36














Coronel-senior-SS Heinrich Deubel (fev./90-out./62)

abr./36 - fev./40














Coronel-senior-SS Hans Loritz (dez./95-jan./46)
Obs.: Suicidou-se.

fev./40 - ago./42














Major-SS Alexander Bernhard Hans Piorkowski (out./04-out./48)
Obs.: Julgado, condenado à morte e enforcado.


set./42 - set./43 e abr./45 - abr./45















Tenente-coronel-SS Martin G. Weiss (jun./03-mai./46)
Obs.: Julgado, condenado à morte e enforcado.


        

out./43 - abr./45
 
Tenente-coronel-SS Wilhelm Eduard Weiter (jul./89-mai./45)
Obs.: Morto em circunstâncias misteriosas.

abr./45














2º Tenente-SS Heinrich Wicker (jun./21-abr./45)
Obs.: Assassinado após a libertação do campo.