
Blomberg, no governo de Adolf Hitler, trabalhava incansavelmente na expansão do tamanho e poder do Exército. Após o expurgo das SA, em jun./1934, cujo crescimento vinha rivalizando com o poder do Exército, Blomberg passou a adotar uma postura de devoção cega ao ditador. Entretanto em nov./1937, quando Hitler declarou, internamente, sua decisão irrevogável de ir à guerra, se necessário fosse, para alcançar seus objetivos territoriais, o recente marechal e o Comandante do Exército, General Fritsch, demostraram aversão àquelas idéias e passaram a ser tratados como "contrários" à política nazista.
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O ambicioso Göring, juntamente com Himmler e Goebbels, seus aliados nos momentos de afastar os adversários políticos, trataram de descobrir o passado nebuloso da jovem noiva. Logo a Gestapo montou um dossiê detalhado da vida pregressa de Margarethe inclusive com fotos comprometedoras, para não dizer pornográficas, do tempo que fora prostituta.
Se estes documentos eram falsos ou não, jamais saberemos, o fato é que o assunto foi levado ao Führer que, naturalmente, exigiu de Blomberg a anulação do casamento a fim de preservar a integridade da tradição militar e, sobretudo, do regime nazista. O marechal não aceitou as condições impostas e foi sumariamente exonerado dos cargos que ocupava no governo ainda no final de jan./1938.

Blomberg aposentou-se e foi exilado numa ilha italiana, saindo da vida pública. Após o final da 2ª Guerra foi arrolado como testemunha no Tribunal de Nuremberg, entretanto faleceu de câncer antes de seu depoimento, aos 67 anos. Fritsch, por sua vez, respondeu a processo militar e foi inocentado, todavia no início da campanha contra a Polônia, em set./1939, foi morto em combate ou, como preferem alguns historiadores, deixou-se matar pelo inimigo, já que sua honra fora jogada no lixo.
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