sexta-feira, 18 de maio de 2012

Divisão Azul


Oficialmente designada por División Española de Voluntarios, foi um grupo de espanhóis que se ofereceram para servir no Exército Alemão durante a 2ª Guerra Mundial, mais especificamente no front leste.
Embora o Generalissimo Francisco Franco não apoiasse oficialmente a entrada da Espanha na guerra ao lado do Eixo (Alemanha-Itália-Japão), ele permitiu que voluntários de seu país se juntassem ao Exército Alemão para, exclusivamente, lutarem contra o bolchevismo russo e não contra os aliados ocidentais ou qualquer outro país ou população da Europa. Foi a forma que ele encontrou para compensar a ajuda que Hitler lhe havia dado durante a Guerra Civil (jul./1936-abr./1939) e se manter, simultaneamente, em paz com os países que lutavam contra a Alemanha Nazista. Em jun./1941 o ditador alemão aprovou a oferta de Franco e, imediatamente, diversos voluntários do Exército Espanhol, veteranos da Guerra Civil e membros do Partido Fascista (Falange) se apresentaram nos grandes centros urbanos, principalmente Barcelona, Valência e Sevilha. A procura foi tanta que as autoridades concluíram que se poderia formar uma divisão de infantaria completa, com um contingente inicial de 18.104 homens, dos quais 2.612 eram oficiais. Para liderar este efetivo Franco designou o Major-general Augustin Muñoz Grandes, um veterano de sucesso durante a Guerra Civil.
Em jul./1941 partiu o primeiro grupo de voluntários para um intensivo treinamento de cinco semanas na Alemanha. Ali eles formaram a 250ª Divisão de Infantaria e trocaram seus antigos uniformes azuis (que deu origem ao nome Divisão Azul) pela farda cinza utilizada pelo Exército Alemão com a adição de um emblema na altura do braço direito com as cores da bandeira espanhola. A nova divisão também adotou o padrão formal de composição do exército germânico, subdividindo-se em três regimentos de infantaria (262º, 263º e 269º); cada um destes composto por três batalhões com quatro companhias cada. Ainda havia, para dar suporte, um regimento de artilharia (250º) composto por quatro batalhões de três baterias cada. Completava o contingente 1 batalhão de infantaria de reserva, 1 batalhão antitanque e unidades de reconhecimento, comunicação, transporte, médico, veterinário, policial e correio.
Em meados de ago./1941 a 250ª Divisão de Infantaria estava pronta para o combate sendo incorporada ao Grupo de Exércitos Centro (Marechal von Bock) que tinha por objetivo principal a tomada de Moscou. A Divisão Azul, partindo da Polônia, tinha ordens de atravessar os territórios da Lituânia e Bielorrússia até a cidade de Smolensk. Durante a marcha uma contraordem do Alto Comando Alemão (OKW), em fins de set./1941, fez com que a divisão fosse realocada ao Grupo de Exércitos Norte (Marechal von Leeb), integrada ao 16º Exército (General Busch), cujo objetivo era tomar Leningrado, cidade no noroeste da Rússia, fronteiriça à Finlândia.
Na noite de 12/10/1941 a Divisão Azul teve seu batismo de fogo ao se defrontar com um batalhão soviético que tentava atravessar o rio Volkhov em meio a escuridão. A investida russa foi detida deixando pra trás cerca de 50 mortos e 80 prisioneiros. Quatro dias depois, numa segunda tentativa, o Exército Vermelho foi, novamente, rechaçado. A batalha pela posse do rio tornou-se violenta, mas os espanhóis souberam manter uma cabeça-de-ponte do outro lado da margem mesmo sofrendo pesadas baixas da artilharia inimiga. Até o final daquele mês algumas cidadezinhas foram capturadas pelo caminho muito embora os soviéticos, constantemente, realizassem contra-ataques. No começo de novembro a frente se estabilizou próximo à cidade de Nikitkino devido as baixíssimas temperaturas. O inimigo se reorganizou e, acostumado ao frio, fez com que as tropas da 250ª Divisão recuassem, tomando-lhes as pequenas cidades antes conquistadas. Novamente a batalha se focou pela tomada do rio Volkhov, agora completamente congelado.
Durante abril e maio de 1942 os primeiros reforços começaram a chegar para substituir as perdas humanas. As operações da Divisão Azul, nesse período, se limitaram a manter a linha conquistada além de pequenas incursões de limpeza e observação durante as quais foram capturados materiais do inimigo e alguns prisioneiros, inclusive o General Vlassov (comandante do 2º Exército de Choque), que mais tarde passaria a lutar ao lado dos alemães, numa atitude traidora.
Em ago./1942 os voluntários espanhóis foram transferidos do flanco norte para o sudeste do cerco à Leningrado. Ali, em fev./1943, eles sofreram uma forte contra-ofensiva soviética (revigorada após a recente vitória em Stalingrado), na cidade de Krasny Bor, próximo da rota Leningrado-Moscou. Mesmo sofrendo pesadas baixas os espanhóis detiveram os ataques russos, apoiados por tanques, em sete ocasiões. O assalto foi contido e o cerco à Leningrado mantido por mais um ano. A estabilização da linha fez com que os generais alemães passassem a dar mais valor aos combatentes espanhóis. Para repor as grandes perdas na batalha, Franco enviou mais reforços com a adição de alistados compulsoriamente.
De qualquer forma, o ano de 1943 estava sendo terrível para o Exército Alemão em toda frente leste. Após a derrota de Stalingrado (fev.) e o fracasso da ofensiva em Kursk (ago.), a linha estava em franca retirada. Na Espanha o Generalissimo vinha sofrendo pressões em seu governo, principalmente da Igreja Católica e de membros da Falange, para encerrar a participação dos espanhóis na guerra e a quase-aliança com a Alemanha Nazista. Houve início das negociações e em outubro Franco deu a ordem definitiva, substituiu o comandante e iniciou os procedimentos para dissolução da divisão e repatriação dos homens. Alguns voluntários se recusaram a retornar e foram alocados em legiões de estrangeiros (Legião Azul) em várias unidades do Exército e até nas Waffen-SS.
O número de perdas da Divisão Azul na guerra é de aproximadamente 5 mil mortos e 8.800 feridos ou desaparecidos, sem contar as baixas por doenças ou pela intensidade do frio. Dos que se recusaram a retornar à Espanha e permaneceram lutando, após out./1943, 372 foram aprisionados pelos soviéticos dos quais 286 permaneceram em cativeiro por quase uma década.
Não se pode omitir, ainda, a participação de pilotos espanhóis em luta naquele front à bordo de aviões de caça alemães (Me Bf 109), o chamado "Esquadrão Azul". Durante o período em que estiveram em ação derrubaram 74 aviões soviéticos perdendo apenas 10 com a morte de 6 pilotos.
O Exército Alemão soube recompensar o grande esforço feito pela Divisão Azul, pois muitos dos voluntários foram condecorados com medalhas alemães por bravura em combate diante do inimigo. Instituiu, inclusive, em jan./1944, uma medalha para homenagear todos estes combatentes - a Medalha da Divisão Azul (vide mais detanhes aqui).




Medalhas recebidas:
. 1 Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho
. 2 Cruzes de Cavaleiro da Cruz de Ferro
. 2 Cruzes Germânica em ouro
. 138 Cruzes de Ferro 1939 1ª Classe
. 2.359 Cruzes de Ferro 1939 2ª Classe
. 2.216 Cruzes de Mérito de Guerra com Espadas (1ª e 2ª Classes)
Comandantes:














20/07/41 - 13/12/42 TG Augustin Muñoz Grandes (jan./1896-jul./1970)
Condecorações:
. 08/09/41 Cruz de Ferro 1939 2ª Classe
. 06/01/42 Cruz de Ferro 1939 1ª Classe
. 12/03/42 Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro
. 13/12/42 Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho

13/12/42 - 20/10/43 MG Emilio Esteban-Infantes y Martin (mai./1892-jun./1962) 
Condecorações:
. ??/??/43 Cruz de Ferro 1939 2ª Classe
. ??/??/43 Cruz de Ferro 1939 1ª Classe
. 09/04/43 Cruz Germânica em ouro
. 03/10/43 Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro 

20/10/43 - 30/11/43 MG Santiago Amado Loriga (abr./1890-jan./1974)
Condecorações:
. ? Cruz de Ferro 1939 2ª Classe

quinta-feira, 17 de maio de 2012

RÜCKTESCHELL, Hellmuth von (*23/03/1890†24/09/1948)


O Melhor Comandante de Corsário

Hellmuth von Rückteschell nasceu em Hamburgo em mar./1890. Aos dezenove anos ingressou na Marinha Imperial tornando-se oficial (2º Tenente) em set./1912. Durante a 1ª Grande Guerra atingiu o posto de 1º Tenente e foi condecorado com as duas classes da Cruz de Ferro 1914. Em nov./1919, devido às restrições impostas pelo Tratado de Versalhes, se aposentou da Marinha de Guerra e ingressou na Marinha Mercante. Com o início da 2ª Guerra Mundial, em set./1939, foi reativado como Capitão-tenente da reserva. Em dezembro daquele ano foi designado comandante do barco caça-minas Cobra por curto espaço de tempo já que no mês seguinte assumiu o comando do cruzador auxiliar HSK3 Widder, sendo promovido à Capitão-de-corveta na sequência.
Rückteschell foi o único oficial veterano da 1ª Grande Guerra, vindo da reserva, que esteve no comando de um navio corsário. Talvez por isso tenham lhe colocado na liderança de um navio mais lento, tecnicamente obsoleto e consumidor em demasia de óleo combustível. Sua primeira missão durou apenas 180 dias no mar tendo em vista que problemas mecânicos o forçaram a retornar à sua base naval. Mesmo assim Rückteschell afundou nove navios mercantes e capturou um, num total de 58,6 mil toneladas. Em reconhecimento foi condecorado com a Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro ao deixar o comando, em out./1940.
Em set./1941 foi promovido à Capitão-de-fragata e designado comandante do cruzador auxiliar HSK9 Michel. Rückteschell tinha agora a liderança de um navio-corsário de primeira linha e, com a experiência adquirida no Widder, poderia realizar missões muito mais bem sucedidas, embora as condições da guerra marítima no início de 1942 fossem bem mais adversas do que as de meados de 1940. Em sua primeira missão o velho comandante e sua tripulação passaram 373 dias (mais de um ano) no mar colocando à pique ou capturando quinze navios num total de 99,4 mil toneladas. Em nov./1942 foi promovido à Capitão-do-mar e em dezembro agraciado com a cobiçada Folhas de Carvalho da sua Cruz de Cavaleiro em homenagem ao excelente desempenho obtido. Em mar./1943 Rückteschell aportou no Japão com sérios problemas de saúde e passou o comando do Michel para outro oficial (Capitão-do-mar Günther Gumprich, vide bio aqui).
Após seu restabelecimento, permaneceu em Toquio como Adido Naval até o final da guerra. Rückteschell é considerado o melhor corsário alemão da 2ª Guerra Mundial tendo em vista que lhe foi creditado o afundamento ou captura de 24 navios inimigos num total de 158 mil toneladas. Após o término das hostilidades foi indiciado por crimes de guerra em circunstâncias brutais e considerado culpado. Sua sentença foi de dez anos de prisão, entretanto faleceu em set./1948 ainda no cárcere, em Hamburgo.
Promoções:
12/04/10 Guarda-marinha
09/09/12 2º Tenente
02/05/15 1º Tenente
02/04/38 Capitão-tenente
01/02/40 Capitão-de-corveta
01/09/41 Capitão-de-fragata
03/09/42 Capitão-do-mar
Principais condecorações:
10/10/15 Cruz de Ferro 1914 2ª Classe
03/11/16 Cruz de Ferro 1914 1ª Classe
22/06/40 Cruz de Ferro 1939 2ª Classe (broche)
??/??/40 Cruz de Ferro 1939 1ª Classe (broche)
31/10/40 Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro
23/12/42 Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho (158º)
Principais comandos:
28/12/39 - 15/01/40 Cmte. Caça-minas Cobra
16/01/40 - 31/10/40 Cmte. Cruzador Auxiliar HSK3 Widder
17/09/41 - 02/03/43 Cmte. Cruzador Auxiliar HSK9 Michel
02/03/43 - 08/05/45 Adido Naval em Tóquio
Resumo pessoal:
. Número de navios afundados: 23 (148,7 mil ton.)
. Número de navios capturados: 1 (9,3 mil ton.)
. Dias no mar: 551
. Maior feito: 22/04/42 - Transportador de combustível norte-americano Connecticut (8,7 mil ton.)

Cruzadores Auxiliares


Os hilfskreuzers foram navios mercantes civis adaptados para uso militar. Apelidados de "corsários" tiveram uma carreira cheia de sucesso na 2ª Guerra Mundial. Esses cruzadores disfarçados eram verdadeiros camaleões do mar, pois mudavam suas características conforme a situação. Simulavam falsa inocência e ostentavam a bandeira de nações neutras e até amigas do inimigo. Ao avistar suas vítimas se aproximavam de maneira enganadora e as destruíam sem piedade. Utilizavam-se das mais variadas formas de ludibriar seus alvos com supostas cargas no convés, passageiros civis e chaminés falsas. Caracterizavam-se não pela velocidade, mas sim pela dúbia e indefinida aparência, além, é claro, do armamento camuflado, algo incomum em navios pacíficos.
Após a invasão da Noruega, em abr./1940, estes piratas lançaram-se ao mar em busca de sua caça pelos oceanos Atlântico, Índico e Pacífico. Serviram durante pouco tempo, contudo foram responsáveis pelo afundamento ou captura de mais de 120 navios que arrastaram para o fundo do mar quase 960 mil toneladas. A maior façanha deste tipo de embarcação coube ao HSK 8 Kormoran que, em 19/11/1941, afundou o cruzador leve australiano HMAS Sidney, de 6.830 toneladas, na mesma luta que também o fez ir à pique.
Com o arrefecimento da atividade, a Kriegsmarine deixou a responsabilidade de destruir a frota mercante do inimigo, exclusivamente, com a força submarina. Os principais "corsários" foram:
. HSK 1 Orion (7.021 ton. - 376 tripulantes)
. HSK 2 Atlantis (7.862 ton. - 347 tripulantes) - afundado em 22/11/1941
. HSK 3 Widder (7.852 ton. - 363 tripulantes)
. HSK 4 Thor (3.862 ton. - 349 tripulantes) - incendiado no Japão em 30/11/1942
. HSK 5 Pinguin (7.766 ton. - 420 tripulantes) - afundado em 08/05/1941
. HSK 6 Stier (4.778 ton. - 325 tripulantes) - afundado em 27/09/1942
. HSK 7 Komet (3.287 ton. - 279 tripulantes) - afundado em 14/10/1942
. HSK 8 Kormoran (8.736 ton. - 400 tripulantes) - afundado em 19/11/41
. HSK 9 Michel (4.740 ton. 400 tripulantes) - afundado em 17/10/1943
. HSK 10 Coronel (5.042 ton. - 300 tripulantes)

quarta-feira, 16 de maio de 2012

SCHNAUFER, Heinz Wolfgang (*16/02/1922†15/07/1950)


O Melhor Piloto de Caça Noturno

Heinz Schnaufer nasceu em Stuttgart em fev./1922. Antes mesmo de completar dezoito anos ingressou na Luftwaffe, em nov./1939. Após o período de treinamento para formação de piloto, foi comissionado 2º Tenente em abr./1941. Em novembro foi designado para servir no 5./NJG 1 (5ª Esquadrilha da Ala de Caças Noturnos nº 1). Após um começo difícil Schnaufer conseguiu seu primeiro abate em jun./1942, entretanto na mesma missão foi abatido e ferido. Passou três semanas hospitalizado e voltou à sua unidade. Em out./1942 foi condecorado com a Cruz de Ferro 1ª Classe após derrubar seu sexto oponente. Em jul./1943 foi promovido à 1º Tenente e homenageado com o Troféu de Honra em reconhecimento pela sua ótima performance. No mês seguinte foi indicado, devido à sua experiência, staffelkaptän do 12./NJG 1 (12ª Esquadrilha da Ala de Caças Noturnos nº 1) que lutava no front oeste contra as grandes formações de bombardeiros anglo-americanos que visavam a destruir as fábricas de armamentos e cidades alemãs. Em dezembro daquele ano Schnaufer foi condecorado com a Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro por ter abatido 42 aparelhos do inimigo em combate noturno.
Em mar./1944 assumiu o comando do IV./NJG 1 (4º Grupo da Ala de Caças Noturnos nº 1). A frente desta unidade ele alcançou a marca de 50 abates e foi promovido à Capitão. Em julho recebeu das mãos de Hitler as Espadas de sua Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho após contabilizar 89 abates aéreos noturnos. Em outubro atingiu a marca histórica dos 100 créditos, sendo o primeiro piloto da categoria a fazê-lo. Pelo ineditismo da façanha Schnaufer foi condecorado com a raríssima Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho, Espadas e Diamantes, apenas o 21º militar das Wehrmacht a receber esta honra.
Em nov./1944, devido ao seu enorme sucesso como piloto de caça noturno, foi elevado à Komodore do NJG 4 (Ala de Caças Noturnos nº 4) que também lutava na defesa do território do Reich contra as incursões aéreas noturnas do inimigo. Em fev./1945 abateu nada menos que nove bombardeiros pesados da Royal Air Force (RAF) totalizando 116 vitórias aéreas. Com o final da guerra, em mai./1945, Schnaufer foi aprisionado pelo britânicos e passou quatro meses em cativeiro. Em jul./1950, com apenas 28 anos de idade, sofreu um acidente de carro na França e faleceu.
Promoções:
01/09/40 Aspirante
01/02/41 Subtenente
01/04/41 2º Tenente
01/07/43 1º Tenente
01/05/44 Capitão
01/12/44 Major
Principais condecorações:
02/06/42 Cruz de Ferro 1939 2ª Classe
19/10/42 Cruz de Ferro 1939 1ª Classe
26/07/43 Troféu de Honra da Luftwaffe
16/08/43 Cruz Germânica em ouro
31/12/43 Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro
24/06/44 Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho (507º)
30/07/44 Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho e Espadas (84º)
16/10/44 Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho, Espadas e Diamantes (21º)
Principais posições/comandos:
01/11/41 - 12/08/43 5./NJG 1
13/08/43 - 29/02/44 Cmte. de Esquadrilha (Capitão) do 12./NJG 1
01/03/44 - 31/10/44 Cmte. de Grupo do IV./NJG 1
14/11/44 - 08/05/45 Cmte. de Ala (Comodoro) do NJG 4
Resumo pessoal:
. Nº de abates: 121 (114 bombardeiros pesados)
. Nº de missões: 164
. Ranking: 1º (noturno)
. Avião: Me Bf 110C/G
. Histórico de abates:
02/06/42 - 1º
29/08/42 - 6º
30/05/43 - 12º
09/07/43 - 20º
09/10/43 - 30º
29/12/43 - 42º
25/03/44 - 51º
22/06/44 - 84º
09/10/44 - 100º
21/02/45 - 116º
07/03/45 - 121º




KRETSCHMER, Otto (*01/05/1912†05/08/1998)


O Melhor Comandante de Submarino

Otto Kretschmer nasceu na cidade de Heldau, região da Silésia (hoje Polônia), em mai./1912. Antes de completar dezoito anos (abr./1930) ingressou na Marinha sendo comissionado 2º Tenente em out./1934. Pouco mais de um ano depois foi transferido para a força submarina. Em out./1937 assumiu o comando do submarino U-23 onde participou das ações submarinas iniciais da 2ª Guerra Mundial, já como Capitão-tenente. Em reconhecimento pelo seu brilhante desempenho foi condecorado com as duas classes da Cruz de Ferro. Em abr./1940 foi designado comandante do submarino U-99 onde daria prosseguimento à sua excelente carreira de submarinista. Kretschmer integrava a famosa tática marítima submersa idealizada pelo Almirante Karl Dönitz, Comandante da Força Submarina, na qual um grupo de submarinos, em bloco, atacava os comboios mercantes anglo-americanos que cruzavam o Atlântico. Tática esta, temidamente, denominada "Alcatéia". Em ago./1940 Kretschmer foi homenageado com a Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro pela ótima performance demonstrada e pelos excelentes resultados obtidos com dezenove navios postos à pique. Dois meses depois ele foi o responsável pelo afundamento de seis navios mercantes de um único comboio. Em nov./1940 mandou para o fundo do oceano três navios de guerra britânicos (HMS Laurentic, de 18,7 mil toneladas, HMS Patroclus, de 11,3 mil toneladas e HMS Forfar, de 16,4 mil toneladas) que lhe valeu as Folhas de Carvalho para sua Cruz de Cavaleiro. No começo de março do ano seguinte continuou torpedeando, seguidamente, diversos navios mercantes até que no dia 17/03/1941 foi afundado por destróier britânico e capturado, após ter torpedeado seis cargueiros de um mesmo comboio. Kretschmer foi promovido à Capitão-de-corveta e condecorado com as Espadas de sua Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho, entretanto sua participação na guerra estava terminada pois permaneceu em cativeiro no Canadá até dez./1947. Otto Kretschmer foi o melhor comandante de submarino alemão em tempos de guerra uma vez que afundou nada menos que 47 navios num total de 274,4 mil toneladas, além de outros 5 navios danificados (38 mil toneladas). Em ago./1998, aos 86 anos, Kretschmer foi, ironicamente, vítima de um acidente de barco no rio Danúbio e faleceu.
Promoções:
09/10/30 Cadete-do-mar
01/01/32 Guarda-marinha
01/04/34 Subtenente
01/10/34 2º Tenente
01/06/36 1º Tenente
01/06/39 Capitão-tenente
19/03/41 Capitão-de-corveta
01/09/44 Capitão-de-fragata




Principais condecorações:
17/10/39 Cruz de Ferro 1939 2ª Classe
17/12/39 Cruz de Ferro 1939 1ª Classe
04/08/40 Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro
04/11/40 Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho (6º)
04/11/40 Insígnia de Submarinista em Ouro e Diamantes
26/12/41 Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho e Espadas (5º)





Principais comandos:
01/10/37 - 01/04/40 Cmte. Submarino U-23
18/04/40 - 17/03/41 Cmte. Submarino U-99
Resumo pessoal:
. Ranking: 1º !!
. Número de navios afundados: 47 (274,4 mil ton.)
. Número de navios danificados: 5 (38,0 mil ton.)
. Número de patrulhas: 16 (224 dias)
. Maior feito: 07/03/41 - navio mercante britânico Terje Viken¹ (20,6 mil ton.).
Obs.: ¹ 2 mortos e 105 sobreviventes.


WITTMANN, Michael (*22/04/1914†08/08/1944)


O Comandante de Tanque Mais Condecorado

Michael Wittmann nasceu em Vogelthal, estado da Baviera, em abr./1914. Aos 20 anos (out./1934) ingressou no Exército e após o cumprimento obrigatório do serviço militar deu baixa como Sargento Jr. Em out./1936 foi aceito nas SS e , mais tarde, já como Soldado-SS, incorporado ao 92º Regimento Leibstandarte-SS Adolf Hitler (LSSAH) onde participaria da anexação da Áustria (mar./1938), dos Sudetos Checos (out./1938) e da invasão da Polônia (set./1939), que marcou o início da 2ª Guerra Mundial. Em out./1939 foi transferido para a arma panzer do LSSAH, unidade engajada na ofensiva do oeste (países baixos e França), da Grécia e, finalmente, da Rússia, em jun./1941, ocasião na qual já atuava como comandante de tanque. Após alcançar a marca de seis tanques soviéticos destruídos, em jul./1941, Wittmann foi condecorado com a Cruz de Ferro 2ª Classe e, dois meses depois, o fato se repetiu o que lhe rendeu a 1ª Classe da mesma medalha.
Em junho do ano seguinte ingressou na Escola de Cadetes-SS de Bad Tölz, como cadete, onde passou por intensivo treinamento, findo o qual, em dez./1942, foi promovido à 2º Tenente-SS. Wittmann continuou alocado nos regimentos panzer do LSSAH tendo lutado na Batalha de Kursk, onde foi o responsável pela destruição de 34 tanques soviéticos (T-34, T-60 e T-70) e 28 peças de artilharia antitanque. Neste teatro foi condecorado com a Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro com Folhas de Carvalho pelo seu brilhante desempenho diante do inimigo. Em dezembro daquele ano foi transferido para o front oeste a fim de reforçar a costa da França de um possível desembarque aliado. Alí, já como 1º Tenente-SS, Wittmann lideraria a 2ª Cia. do 101º Batalhão Panzer Pesado LSSAH estacionado na Normandia.
Após o desembarque dos aliados no dia-D, o batalhão de Wittmann foi lançado de encontro ao inimigo a fim de expulsá-los de volta para o oceano. Em reconhecimento pelo grande número de tanques destruídos do inimigo, Wittmann foi promovido à Capitão-SS e condecorado com a incomum Espadas para sua Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho. O prêmio lhe foi entregue pessoalmente por Adolf Hitler. Na sequência foi feito comandante do seu batalhão e colocado na cidade francesa de Caen contra as tropas britânicas que lá tentavam avançar. Em 08/08/1944 diante da numerosa força blindada do inimigo Wittmann e toda a tripulação de seu tanque Tiger foram mortos após serem atingidos em cheio. Michael Wittmann é considerado o comandante de tanque de maior sucesso durante a 2ª Guerra Mundial, muito embora seja apenas o 4º no ranking de destruidores de tanques.
Promoções:
01/11/35 Soldado (Exército)
30/09/36 Sargento Jr.
05/04/37 Soldado-SS (Allgemeines)
11/11/37 Cabo-SS
20/04/39 3º Sargento-SS
09/11/41 1º Sargento das Waffen-SS
??/06/42 Cadete das Waffen-SS
25/09/42 Subtenente das Waffen-SS
21/12/42 2º Tenente das Waffen-SS
30/01/44 1º Tenente das Waffen-SS
21/06/44 Capitão-SS 

Principais condecorações:
12/07/41 Cruz de Ferro 1939 2ª Classe
08/09/41 Cruz de Ferro 1939 1ª Classe
14/01/44 Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro
30/01/44 Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho (380º)
22/06/44 Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho e Espadas (71º)






Principais posições/comandos:
05/04/37 - ??/10/39 17ª Cia. do 92º Regimento LSSAH
??/10/39 - 03/06/42 5ª Cia. Panzer LSSAH
25/12/42 - 04/07/43 4ª Cia. Panzer Pesada LSSAH
05/07/43 - 17/07/43 13ª Cia. do 1º Regimento Panzer LSSAH
05/08/43 - 29/12/43 13ª Cia. do 101º Batalhão Panzer Pesado LSSAH
30/12/43 - 09/07/44 Cmte. 2ª Cia. do 101º Batalhão Panzer Pesado LSSAH
10/07/44 - 08/08/44 Cmte. 101º Batalhão Panzer Pesado LSSAH
Resumo pessoal:
. Tanques destruídos: 141
. 132 peças de artilharia antitanque destruídas
. Tanques: StuG III, Tiger I, II e VI , Panther V
. Histórico de créditos:
??/07/41 - 6º
??/09/41 - 12º
??/08/43 - 48º (?)
07/01/44 - 56º
09/01/44 - 66º
13/01/44 - 88º
29/01/44 - 117º
08/08/44 - 141º


terça-feira, 15 de maio de 2012

HARTMANN, Erich Alfred (*22/02/1922†20/09/1993)


O Melhor Piloto de Caça Diurno

Erich Hartmann nasceu em Weissach, estado alemão de Württenberg, em fev./1922. Aos dezoito anos alistou-se na Luftwaffe, já em tempos de guerra, como Aspirante sendo comissionado 2º Tenente em mar./1942, após um intenso período de treinamento. Em outubro daquele ano foi alocado no 7./JG 52 (7ª Esquadrilha da Ala de Caças nº 52) que lutava na Rússia. Sua carreira de famoso piloto de caça monoposto, após um começo difícil, deslanchou; já no mês seguinte abateu seu primeiro inimigo sendo agraciado com a Cruz de Ferro 2ª Classe. Em abr./1943 somava mais de dez abates e no mês seguinte foi indicado staffelkaptän de sua esquadrilha. Em agosto alcançou cinquenta vitórias e, logo após, foi abatido atrás das linhas inimigas, contudo conseguiu voltar no dia seguinte, ludibriando seus captores.
Em set./1943, pela experiência já adquirida em combate aéreo, Hartmann foi nomeado staffelkaptän do 9./JG 52 (9ª Esquadrilha da Ala de Caças nº 52), ainda lutando em céus do front leste. Dias depois foi agraciado com o Troféu de Honra da Luftwaffe por ter atingido a marca de noventa abates. Ainda antes de encerrar aquele mês ultrapassou os cem abates, uma marca extraordinária para um jovem 2º Tenente de apenas 21 anos. Em reconhecimento pelo feito inédito, "Bubi", como era carinhosamente chamado pelos seus companheiros de farda, foi condecorado com a Cruz Germânica em ouro e com a Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro.
Seu desempenho à frente da sua unidade somente crescia. Antes mesmo de encerrar o ano de 1943 Hartmann derrubou seu 150º avião adversário e em fevereiro do ano seguinte, após abater dez caças soviéticos no mesmo dia, atingiu a marca de 200 vitórias aéreas - um fato espetacular que lhe garantiu as Folhas de Carvalho para sua Cruz de Cavaleiro.
O que parecia bastante suficiente para um piloto tão jovem não parou de melhorar. Em jun./1944 depois de derrubar seis aviões russos, totalizou 250 abates. Em reconhecimento foi promovido à 1º Tenente e homenageado com a raríssima Espadas para sua Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho. Todavia Hartmann não tinha limites e na sequência alcançou a fantástica marca de 300 aviões inimigos derrubados, colocando-se como o único piloto da história a conseguir tão grandiosa façanha. Hartmann foi condecorado com a Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro com Folhas de Carvalho, Espadas e Diamantes, sendo apenas o 18º militar das Wehrmacht a receber tão gloriosa honraria e promovido à Capitão. Hitler pessoalmente lhe entregou o prêmio. Toda esta performance sensacional fica ainda mais valiosa se considerarmos que Hartmann tinha apenas 22 anos e estava pilotando caças há menos de dois anos.
Nos meses finais de 1944 Bubi foi transferido para o comando de outras duas esquadrilhas dentro da mesma Ala (JG 52) e em fev./1945 foi designado Kommandeur do I./JG 52 (1º Grupo da Ala de Caças nº 52), ainda lutando no front oriental. Em abril ele conseguiu o que parecia impossível - atingiu a marca de 350 abates e no final da guerra foi promovido à Major, aos 23 anos de idade.
Hartmann, considerado "ás dos ases", passou dez anos em cativeiro soviético e, após ter sido libertado, continuou sua carreira militar na Força Aérea da Alemanha. Em set./1993, aos 71 anos, Erich Hartmann faleceu de causas naturais. Até hoje sua história militar, como piloto de caça, é respeitada por todas as forças aéreas do mundo.
Promoções:
01/10/40 Aspirante
31/03/42 2º Tenente
01/07/44 1º Tenente
01/09/44 Capitão
08/05/45 Major







Principais condecorações:
17/12/42 Cruz de Ferro 1939 2ª Classe
07/03/43 Cruz de Ferro 1939 1ª Classe
13/09/43 Troféu de Honra da Luftwaffe
17/10/43 Cruz Germânica em ouro
29/10/43 Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro
02/03/44 Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho (420º)
04/07/44 Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho e Espadas (75º)
25/08/44 Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho, Espadas e Diamantes (18º)
??/08/44 Brevê de Piloto/Observador em Ouro e Diamantes
Principais posições/comandos:
01/03/42 - 20/08/42 JFS¹ 2
21/08/42 - 09/10/42 Erg. JGr. Ost²
10/10/42 - 17/05/43 7./JG 52
18/05/43 - 20/08/43 Cmte. de Esquadrilha (Capitão) do 7./JG 52
02/09/43 - ??/09/44³ Cmte. de Esquadrilha (Capitão) do 9./JG 52
01/10/44 - 26/10/44 Cmte. de Esquadrilha (Capitão) do 6./JG 52
27/10/44 - 09/12/44 Cmte. de Esquadrilha (Capitão) do 4./JG 52
01/02/45 - 15/02/45 Cmte. de Grupo do I./JG 53 Pik As
01/02/45 - 08/05/45 Cmte. de Grupo do I./JG 52
Resumo pessoal:
. Número de abates: 352 (345 soviéticos e 7 norte-americanos)
. Número de missões: 1.404
. Ranking: 1º
. Abatido pelo menos 18 vezes
. Avião: Me Bf 109G
. Histórico de abates:
05/11/42 - 1º
24/03/43 - 5º
30/04/43 - 10º/11º
05/07/43 - 18º/21º
07/07/43 - 22º/28º (7!)
08/07/43 - 29º/32º
09/07/43 - 33º/35º
17/07/43 - 40º
01/08/43 - 43º/47º (5!)
03/08/43 - 48º/51º
04/08/43 - 52º/56º (5!)
05/08/43 - 57º/61º (5!)
07/08/43 - 63º/67º (5!)
08/08/43 - 68º/71º
09/08/43 - 72º/75º
17/08/43 - 79º/82º
18/08/43 - 92º/95º
20/08/43 - 89º/90º
18/09/43 - 93º/95º
20/09/43 - 98º/101º
26/09/43 - 105º/107º
28/09/43 - 110º
30/09/43 - 113º/115º
02/10/43 - 118º/121º
11/10/43 - 125º
13/10/43 - 130º
15/10/43 - 134º/136º
21/10/43 - 140º
26/10/43 - 145º/146º
13/12/43 - 150º
17/12/43 - 154º/156º
03/01/44 - 160º
08/01/44 - 163º/165º
17/01/44 - 169º/172º
23/01/44 - 173º/176º
30/01/44 - 178º/183 (6!)
31/01/44 - 184º/185º
01/02/44 - 186º/190º (5!)
26/02/44 - 193º/202º (10!!)
24/04/44 - 204º/205º
04/05/44 - 209º/211º
05/05/44 - 212º/217º (6!)
07/05/44 - 219º/221º
20/05/44 - 224º/225º
31/05/44 - 229º/231º
01/06/44 - 232º/237º (6!)
03/06/44 - 240º/243º
04/06/44 - 244º/250º
05/06/44 - 253º/257º (5!)
06/06/44 - 258º/262º
24/06/44 - 265º
15/08/44 - 270º/271º
18/08/44 - 275º
22/08/44 - 279º/283º (5!)
23/08/44 - 284º/291º (8!)
24/08/44 - 292º/302º (11!!)
27/10/44 - 305º
13/11/44 - 308º/311º
16/11/44 - 314º/315º
22/11/44 - 317º/322º (6!)
23/11/44 - 323º/327º (5!)
09/12/44 - 330º/331º
06/03/45 - 340º/341º
11/03/45 - 345º
17/04/45 - 350º
08/05/45 - 352º
Obs.: ¹ Escola de pilotos de caça. ² Grupo de Caças de Reserva do Leste. ³ Licença.




segunda-feira, 14 de maio de 2012

RUDEL, Hans-Ulrich (*02/07/1916†18/12/1982)


O Melhor Piloto de Bombardeiro de Mergulho

Hans-Ulrich Rudel nasceu na cidade de Konradwaldau, região da Silésia, hoje parte do território polonês, em jul./1916. Em 1933 ingressou na Juventude Hitlerista e aos vinte anos alistou-se na Luftwaffe como Aspirante. Completou seu curso de pilotagem no começo de 1939 pouco antes de ser comissionado 2º Tenente. No começo da 2ª Guerra, Rudel atuou como piloto observador na invasão da Polônia e foi condecorado com a Cruz de Ferro 1939 2ª Classe. Entretanto o sonho dele sempre fora tornar-se piloto de bombardeiro de mergulho. Em mar./1940 ele finalmente conseguiu ingressar na escola de pilotos daquela classe. Em setembro do mesmo ano ele concluiu seu treinamento e ingressou na 1./St.G 2 Immelmann (1ª Esquadrilha da Ala de Bombardeiros de Mergulho nº 2) onde realizou suas primeiras missões na campanha contra os países dos Balcãs e Creta. Seu avião, um Ju-87 Stuka, mergulhava em alta velocidade num ângulo de quase 90º sobre seu alvo e lançava uma bomba com precisão quase milimétrica.
Rudel foi transferido para a frente oriental tão logo os alemães se preparavam para invadir a Rússia. Nos primeiros dias da ofensiva ele voou diversas missões alcançando resultados surpreendentes, destruiu vários aviões estacionados, pontes, veículos e tanques. Em reconhecimento foi agraciado com a Cruz de Ferro 1939 1ª Classe. Ainda naquele mês completou cem missões de combate e também foi condecorado com o Troféu de Honra. Em 23/09/1941 conseguiu uma façanha extraordinária - sua unidade foi deslocada para interceptar uma frota de navios russos que se encontrava ancorada no Mar Báltico, próximo à Leningrado, defendida por pesada artilharia antiaérea. Rudel afundou sozinho o couraçado Marat, de 26 mil toneladas, com o lançamento de apenas uma bomba certeira. Nos meses seguintes foi agraciado com a Cruz Germânica em ouro e com a Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro. Na ocasião, devido a sua experiência em combate, foi elevado a staffelkaptän do 9./St.G 2 Immelmann (9ª Esquadrilha da Ala de Bombardeiros de Mergulho nº 2) por curto espaço de tempo dado que foi transferido para a Áustria como instrutor de novos pilotos de Stuka. Em jun./1942 retornou à frente de batalha nos céus da Rússia e, em agosto, assumiu o comando do 1./St.G 2 Immelmann (1ª Esquadrilha da Ala de Bombardeiros de Mergulho nº 2). No mês seguinte completou sua 500ª missão de combate e, em fevereiro do ano seguinte, sua milésima  missão, uma fato histórico. Para homenagear o inédito evento foi promovido à Capitão e condecorado com  a cobiçada Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho.
Seu avião, agora equipado com dois canhões de 37 mm para destruir tanques (Kanonenvogel), continuou fazendo fama e ganhando prestígio entre os pilotos do front. Em jul./1943 foi indicado para Kommandeur do III./St.G 2 Immelmann (3º Grupo da Ala de Bombardeiros de Mergulho nº 2). Nesta unidade Rudel destruiu diversos tanques soviéticos durante a Batalha de Kursk. Em outubro daquele ano, quando deixou a unidade, já havia completado 1.500 missões de combate, sendo agraciado com as Espadas de sua Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho, uma medalha incomum. Tornara-se herói nacional.
Em março de 1944 o avião do então Major Rudel foi forçado a pousar atrás das linhas inimigas juntamente com outro aparelho de sua unidade. Os quatro homens fugiram à pé das tropas soviéticas que os cercavam, entretanto apenas Rudel conseguiu se salvar, mesmo ferido, e retornar ao seu posto de comando. Logo se recuperou do ferimento e voltou a voar. Alguns dias depois ele executou sua 1.800ª missão e foi homenageado com a Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho, Espadas e Diamantes, sendo apenas o 10º militar das Wehrmacht a ter recebido tão honrosa condecoração. Em junho completou 2.000 missões aéreas e dois meses depois foi designado Komodore do SG 2 Immelmann (Ala de Bombardeiros de Mergulho nº 2).
Seguindo sua brilhante carreira de caçador de tanques, em agosto de 1944 ele já havia destruído nada menos que 300 blindados inimigos. Essa marca foi sendo superada e alcançou 463 em dezembro, um fato inigualável durante toda a 2ª Guerra Mundial. Em reconhecimento foi promovido à Coronel (aos 28 anos) e condecorado com a maior classe existente da Cruz de Ferro, a qual seria também o único detentor - a Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro com Folhas de Carvalho, Espadas, Diamantes em Ouro ! Hitler, pessoalmente, lhe entregou a honraria no dia de ano novo de 1945.
Em fev./1945 a aeronave de Rudel foi atingida por artilharia antiaérea próximo a Frankfurt. Ele, mesmo seriamente ferido, conseguiu pousar seu Stuka e ser levado para hospital de campo onde teve sua perna direita amputada na altura do joelho.
Nem isso fez o excelente piloto desistir. Antes do final da guerra, usando prótese, ele ainda pilotou  algumas missões em seu novo avião Fw-190, adaptado para destruir tanques e aumentou ainda mais seu escore. Ao terminar a guerra Rudel foi aprisionado pelos norte-americanos passando um ano em cativeiro. Hans-Ulrich Rudel morreu de causas naturais aos 66 anos em dez./1982.
O balanço final de sua carreira como o militar das Wehrmacht melhor condecorado de toda a 2ª Guerra Mundial é impressionante: 
Promoções:
04/12/36 Cadete
01/06/38 Subtenente
01/01/39 2º Tenente
01/09/40 1º Tenente
01/04/43 Capitão
01/03/44 Major
01/09/44 Tenente-coronel
29/12/44 Coronel




Principais condecorações:
10/11/39 Cruz de Ferro 1939 2ª Classe
18/07/41 Cruz de Ferro 1939 1ª Classe
18/07/41 Broche Operacional de Voo em Ouro
20/09/41 Troféu de Honra da Luftwaffe
02/12/41 Cruz Germânica em ouro
06/01/42 Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro
14/04/43 Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho (229º)
25/11/43 Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho e Espadas (42º)
??/03/44 Brevê de Piloto / Observador em Ouro e Diamantes
29/03/44 Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho, Espadas e Diamantes (10º)
29/12/44 Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho, Espadas e Diamantes em Ouro (único a receber)
29/12/44 Broche Operacional de Voo em Ouro e Diamantes com pendente "2.000" (único a receber)
??/??/45 Insígnia de Ferimento em Ouro

Principais posições/comandos:
01/06/39 - 01/03/40 2./Aufkl. Gr. 121
??/04/41 - ??/12/41 1./St.G 2 Immelmann
??/06/42 - 14/08/42 Cmte. Esquadrilha (Capitão) do 9./St.G 2 Immelmann
15/08/42 - 17/07/43 Cmte. Esquadrilha (Capitão) do 1./St.G 2 Immelmann
18/07/43 - 31/07/44 Cmte. Grupo do III./St.G 2 Immelmann
01/08/44 - 08/02/45 Cmte. de Ala (Comodoro) SG 2 Immelmann
20/04/45 - 08/05/45 Cmte. de Ala (Comodoro) SG 2 Immelmann
Resumo pessoal:
. Número de missões: 2.530 (recorde mundial)
. Número de abates: 9 (7 caças e 2 bombardeiros de mergulho)
. Aviões: Ju-87B/D/G, Fw-190A/D
Obs.: Destruiu 150 peças de artilharia, 519 tanques, mais de 800 veículos motorizados de todas as espécies, 1 encouraçado soviético afundado (Marat), 1 encouraçado parcialmente danificado (Revolução de Outubro), 2 cruzadores e 1 destróier afundado, 70 barcaças de desembarque, 4 locomotivas blindadas, diversos abrigos, pontes e linhas de suprimentos. Abatido ou forçado a pousar cerca de 32 vezes
Histórico de missões:
24/07/41 - 100ª
24/09/42 - 500ª
10/02/43 - 1.000ª
12/08/43 - 1.300ª
09/10/43 - 1.500ª
??/03/44 - 1.800ª
01/06/44 - 2.000ª
08/05/45 - 2.530ª


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